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Posts Tagged ‘jornalismo’

Coitado! O rei está nu! A decisão do Supremo Tribunal Federal pela fim da exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista revelou o que já suspeitávamos: o Jornalismo está nu e com a mão no bolso. O diploma estava funcionando como tarja preta para esconder a nudez. Sem a tarja, podemos buscar novas vestimentas.
Mas o nível da argumentação de muitos estudantes ou profissionais revoltados com a decisão pode ser resumido em dois pontos: “estudar para quê?” e “os patrões vão preferir pessoas desqualificadas por um salário menor”. As manifestação no Twitter (veja aqui) refletem a tendência dos debates que acontecem offline.
Então, caros colegas, vocês estudam para SERVIR a quem? Logo, todo este período de exigência do diploma estava formando “peões” diplomados, expressão perfeitamente fundamentada por Ivana Bentes, professora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ.
Observo esta mudança como um desafio positivo para as Universidades, uma oportunidade de revisarem os projetos pedagógicos, de construírem laboratórios em diálogo com os cursos de Ciência da Computação, Biblioteconomia e Design. Centros de experimentação de novas narrativas jornalísticas integradas com bancos de dados para produção de informações consistentes e diferenciadas.
Um estímulo aos bons professores que hoje lamentam a falta de interesse de alunos que só estão em busca de diploma como atestado de burrice.
Há outros pontos relevantes no debate que precisam ser avaliados pelos profissionais, como os direitos trabalhistas.
Destaquei os aspectos que mais me incomodam.
Vamos tecer a roupa do rei?

Outros textos:
O retrato da nossa miséria, por Marcelo Soares
O fim do diploma e o começo de outro jornalismo, por Alec Duarte.
A roupa nova do rei, por Hans Christian Andersen.

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“Cidade submersa é reduzida a tetos e parabólicas no Maranhão”. Esta foi a manchete de uma notícia publicada na BBC News sobre a situação da cidade de Trizidela do Vale, que teve 90% de sua área atingida pela enchente. As antenas parabólicas ficaram acima do nível das inundações, como descreveu o correspondente Gary Duffy. As antenas parabólicas fazem parte do cenário das enchentes, mas não foram completamente afetadas. Uma coincidêndia que serve como metáfora sobre as diferentes fontes de informação e cobertura da tragédia.
Tenho acompanhado em fóruns de discussão online ou até em conversas com amigos uma comparação inevitável entre a cobertura feita pela da mídia nacional, principalmente da tv, sobre as enchentes de Santa Catarina, em dezembro de 2008, e as enchentes que atingiram o Norte e Nordeste nos meses de abril e maio deste ano.
Essa discussão deve ir além de uma postura bairrista para questionarmos o próprio trabalho jornalístico e as formas de mobilização do povo brasileiro.
As enchentes no Norte e Nordeste podem ser consideradas como pauta oculta? As notícias na tv, rádios, jornais e portais jornalísticos nacionais e internacionais indicam que o tema está na pauta sim.
E onde está a diferença em relação à cobertura midiática da tragédia de Santa Catarina? Na forma da divulgação, no apelo emocional e exploração sensacionalista. Isto me leva a uma outra indagação: O que move a solidariedade do brasileiro? Precisamos do choro em close-up, do resgate ao vivo espetacularizado, de apresentador com voz embargada da emoção contida? Precisamos da exploração sensacionalista mesmo que seja para depois atacarmos o sensacionalismo?
Até pouco tempo, toda insatisfação relacionada à cobertura feita pelos grandes meios de comunicação era manifestada nas carta de leitores, na troca de canal da tv ou de emissora de rádio e podíamos nos sentir leitores/telespectadores/ouvintes “críticos” em oposição à maioria “alienada”.
Mas enquanto discutimos e criticamos, há 294.461 pessoas desalojadas, aquelas que estão hospedadas com amigos ou familiares, e 135.592 pessoas desabrigadas, aquelas que dependem de abrigos públicos, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, dia 29, pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional. Notícia completa neste link.
Agora temos acesso a ferramentas e possibilidades de divulgação e organização das notícias, de propor novas pautas e enquadramentos, de estabeler própria agenda. Então, por que ficar apenas reclamando da cobertura feita pela grande mídia?

Outros meios, outras mensagens
Além dos mapeamentos citados em post anterior no Eu Jornalisto, há outras importantes alternativas de produção e divulgação das informações das enchentes.
O blog Enchentes no Nordeste foi lançado para agregar e gerar informações sobre as cidades atingidas como forma de mobilizar ajuda aos diretamente afetados. Os dados são organizados por Leonardo Fontes, Gabriel Ramalho e Emílio Moreno. Para colaborar basta enviar o link do artigo ou foto para o email leonardo@blogueisso.com.
O blog faz parte do rede BlogueIsso!, projeto que reúne difrentes blogueiros do Ceará.
Uma alternativa para quem fez bons registros fotográficos das cidades alagadas é o site Citizenside, considerado uma das principais plataformas de jornalismo cidadão, com todo conteúdo produzido pelos próprios usuários. O jornalista maranhense Bruno Barata publicou fotos feitas na cidade de Bacabal, Maranhão, e as imagens podem ser vistas neste link.
Os desabrigados que não conseguiram salvar seus aparelhos de tv’s e rádio, certamente salvaram câmeras para filmar ruas alagadas cujas imagens estão disponíveis no Youtube.

E você, ficará submerso em críticas ou seguirá a correnteza da colaboração?

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“Sou um analfabeto digital.” Esta frase sempre vem acompanhada de um sorriso amarelo e pode ser dita por muitos letrados. Temos que aprender a ler o mundo digital, mas não há tempo de voltar para a pré-escola e rever aquela encantadora professorinha, certo?

Apresento este ABC multimídia, produzido por Mark S. Luckie, autor do blog 10,000 Words, onde há sempre ótimas dicas para o jornalismo online.
A de áudio – B de blog – C de chat…

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Boa leitura!

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